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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ella Fitzgerald


A “Primeira Dama da Canção” nasceu em Newport News, no dia 25 de abril de 1917.  Notória pela pureza de sua tonalidade, sua dicção, fraseado e entonação impecáveis, também tinha uma  grande  habilidade de improviso .
Durante sua juventude Ella queria ser uma dançarina, embora gostasse de ouvir as gravações de jazz de Louis Armstrong,  Bing Crosby e The Boswell  Sisters e idolatrasse a cantora Connee Boswell.
De índole tímida, viveu para a música. Em 1993, afetada pelos problemas  causados pelo diabetes,  Ella Fitzgerald teve suas duas pernas amputadas. Morreu em 1996, em Beverly Hills, Califórnia, aos 79 anos de idade. Está enterrada no Inglewood Park Cemetery, em Inglewood. O material de arquivo da sua longa carreira está armazenado no Centro de Arquivos do Museu Nacional de História Americana, do Smithsonian.

Nada de novo sob o sol 6


Angelina tinha muito a fazer:  com a desconfiança – quase certeza – de que mais um bebê estava a caminho, precisava preparar o enxoval com capricho. Uma de suas maiores habilidades era bordar em ponto cruz. Quando saía com seus bebês –  Carmem,  com quase três anos, e  Clarinda, com um – todas as pessoas a elogiavam por seu capricho. E, como contava com uma ajudante em casa , tinha bastante tempo para bordar.
Sua vida era boa: embora o marido não fosse de conversar muito, e nem fosse carinhoso com ela e as crianças, não deixava faltar nada em casa. Para ela, era o que bastava. A única coisa que estava tirando seu sossego, ultimamente, eram umas manchas brancas que haviam aparecido em seu corpo. No início, logo que Carmem nasceu, ela notou uma pequena, entre o pescoço e o seio direito. Mas não deu importância. Só que o tempo foi passando e agora eram quatro, em diferentes partes do corpo.  Será que ela estaria com aquela doença que clareia a pele? Como era mesmo o nome? Lembrava-se de um menino que era chamado de Malhado pelas crianças da vizinhança. Vitiligo! Era esse o nome! Um arrepio percorreu seu corpo. Sabia que era bonita. Muito bonita: morena, cabelos longos e fartos, olhos amendoados e um furo no queixo que lhe dava um charme quase irresistível. Talvez por isso tenha se casado cedo: aos 16 anos, já era mãe. Agora, aos 19, poderia ter a mesma doença daquele menino, e talvez o marido não a quisesse mais. Talvez nenhum homem a quisesse mais. Procurou pensar em outra coisa.
O fogão ela mantinha aceso durante a maior parte do dia; sempre precisava  cozinhar ou esquentar algo para as meninas. Além disso, gostava de tomar um cafezinho várias vezes ao dia. Respirou fundo, colocou uma panela com água sobre o fogão e foi ver como estavam as meninas. Ficou olhando de longe - enquanto   a caçula  era ninada por sua ajudante,   Carmem já dormia gostoso. Seus olhos encheram-se de lágrimas por ser capaz de amar tanto. Sentia que morreria se ficasse longe de suas meninas.  Então, lembrou-se da água no fogo e foi passar o café. Enquanto colocava-o na xícara, no entanto, ouviu um choro alto e, na distração, derrubou café no braço, sobre uma das manchas. Estranhou o fato de não sentir dor, mas até achou bom. Foi atender Carmem, que acabava de acordar.

Nada de novo sob o sol 5


“Bastião, Bastiana, cadê a Bastianinha?”
Zinha tentou segurar o riso, mas foi inevitável. Era um homem bom, seu Manoel. Mas não tinha muita imaginação. Enquanto as irmãs e cunhados se abraçavam, Carmo corria beijar Lúcia, que era sua “ irmãzinha”, como ela dizia, apesar de haver apenas dez meses de diferença entre elas.  Manoelzinho e Paulo olhavam tudo com alegria, e não gostaram muito quando tiveram suas bochechas apertadas pelo tio. Enquanto os homens se acomodavam na sala e as crianças corriam para o quintal, as duas mulheres foram para a cozinha, onde Bastiana descarregou o que trouxe: o bolo, fofinho, e umas coisinhas que frei Alfons fez questão de doar:  um garrafão de suco de uva ,  uma massa de macarrão “preparrada” por ele e uns tomates.
Bastiana, apesar de ser amorosa, não era muito dada a carinhos, ao contrário de Bastião. Carmo sempre perguntava a ela por que não tinha irmãos, já que todos os amigos tinham . Bastiana simplesmente respondia: “Porque Deus não quis.” e encerrava o assunto. A relação entre as duas, na verdade, era um pouco complicada: Bastiana reclamava de tudo o que Carmo fazia, achava sempre que a menina podia fazer melhor.  Era justamente sobre isso que Bastiana falava agora com Zinha:
_ Bastiana, a Carmo é uma menina boa, ajuda você em tudo.
_ Sabe, Zinha, eu não sei, mas acho que nossos gênios não batem. Essa menina é muito difícil!
_ E você é fácil, né, irmã?
_ Fácil ninguém é! E você, como anda a vida?
_Indo, com dificuldade, mas indo. Os meninos estão bem, só o Paulo me preocupa. Tenho medo do que vai ser desse menino...
_É, você tem motivos pra se preocupar.
E, em meio a devaneios sobre a vida e o futuro, elas foram depenando as galinhas e preparando o almoço, que foi devorado duas horas mais tarde com um lamber de beiços sem fim. Se existia felicidade, era assim que ela era: com os parentes queridos, num almoço com direito a suco e  bolo de sobremesa!

Nada de novo sob o sol 4

Na  casa de Terezinha estavam todos agitados: Manoel já tinha matado duas galinhas e, como sempre, saíra correndo atrás das crianças com a cabeça de uma delas. Manoelzinho corria pelo quintal todo, seguido de Lúcia, que mais ria que corria. Paulo olhava aquilo e se divertia, acostumado que estava com suas limitações físicas. Quando tinha 2 aninhos,  teve uma meningite que quase o levara, e desde então carregava sequelas da doença.  Ele, no entanto, não se importava. A única coisa com a qual não se acostumava era ser chamado de troncho pelos meninos da rua. Mas um dia, um dia ele ainda ia ser doutor, e não ia admitir que ninguém o chamasse daquela forma.
Na cozinha,  Terezinha lavava umas verduras colhidas no quintal. Os móveis da casa toda eram feitos de caixas de verduras que Manoel recolhera em  suas andanças. A miséria era grande, e as dificuldades, muitas.  
Embora se sentisse feliz, de vez em quando Zinha fraquejava: trabalhava como empregada doméstica de segunda a sábado, e no domingo todo o serviço de casa a esperava. A patroa era uma espanhola muito brava, que não pensava duas vezes antes de humilhá-la; o marido, por sua vez, embora fosse um homem bom, gostava de tudo limpo e organizado.  Zinha achava que só iria descansar no dia em que morresse.  Enquanto lavava as verduras, o pensamento voou: imaginou a família chegando de Itu, e teve certeza da primeira coisa que o marido diria: “Bastião e Bastiana, cadê a Bastianinha?”  Sempre brincava com o fato dos cunhados terem o mesmo nome, e chamava Carmo de Bastianinha.
De repente, ouviu uma gritaria das crianças. Os três gritavam ao mesmo tempo: “Eles chegaram, eles chegaram”, numa euforia que fazia gosto.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Nada de novo sob o sol 3

Bastiana estava atarantada: tinha levantado cedo, lavado a roupa de cama e a colocado para coarar.  Fazia questão de manter os lençóis branquinhos e cheirosos. O quintal, bem maior que a casa, tinha um gramado que Bastião cuidava pra que ela pudesse estica-los ensaboados pra receber o sol. A casa, humilde, Bastiana fazia questão de manter sempre arrumada e limpa. O chão, de tijolos, não era fácil de se manter limpo.  Embora tivesse apenas 7 anos, Carmo ajudava a mãe na casa como se fosse gente grande. A única coisa difícil para ela era passar roupa, porque seus braços magrinhos quase não conseguiam erguer o ferro. Ela mesma colocava a brasa, e fazia com muito cuidado, pois cansara de queimar as mãos nesse processo. A mãe deixava para ela as peças menores.
Depois de lavar a roupa, fazer a comida – com a maioria dos ingredientes colhidos no quintal, e uma galinha que o pai de Bastiana levara viva no dia anterior de presente – ela pediu à Carmo que lavasse a louça, enquanto ela batia um bolo para levar no dia seguinte à casa da irmã em Sorocaba. Bolo era uma raridade, lembrava festa, e Carmo não se cabia de alegria por viajar pra casa da tia. Eram muitas gostosuras: andar de ônibus, ver gente diferente,  encontrar a tia e os primos - que ela adorava e via muito raramente ...  Bastião quase nunca tinha férias, e o dinheiro mal dava pra passar o mês. Um passeio desses custava uns 3 meses de economia.  Então, aquela era uma ocasião realmente especial.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Marvin Gaye


 Marvin Pentz Gay  Jr.  nasceu em Washington, em 2 de abril de 1939. Foi um cantor popular de soul e R&B, arranjador, multi-instrumentista, compositor e produtor. Ganhou fama internacional durante os anos 60 e 70 como artista da gravadora Motown, com   sucessos como  "Stubborn Kind of Fellow", "How Sweet It Is (To Be Loved By You)", "I Heard It Through the Grapevine" e vários duetos com Tammi Terrell, incluindo "Ain't No Mountain High Enough" e "You're All I Need to Get By".
Gaye conseguiu o sucesso, mas nunca o reconhecimento e o  amor do pai, um pastor rígido, violento e ditador. Apegou-se profundamente à mãe, fonte de um amor incondicional, o que aumentava a fúria do pai .  Ele costumava dizer aos filhos: ” Da mesma forma que eu os trouxe ao mundo, posso tirá-los daqui.” Pessoa realmente excêntrica, Marvin Gay pai costumava vestir-se de mulher, o que fazia os filhos se sentirem ainda mais humilhados e confusos.  
Já famoso,  Gaye vicia-se em cocaína, e começa  a sofrer de delírios persecutórios. Compra  uma arma e a entrega  ao pai, para que o defenda  caso alguém queira  matá-lo. No dia 1º. de abril de 1984, após uma discussão entre os dois, o pai ironicamente  pega  essa mesma  arma e tira a vida de Gaye.  Cumpre-se, assim, a profecia familiar.

sábado, 7 de maio de 2011

Nada de novo sob o sol 2


Frei Alfons era um homem de princípios rígidos e riso contido. Ao acordar, fazia suas orações, tomava um banho gelado e sentava-se à mesa para tomar o café, que Sebastião já havia preparado - todos os dias, um ovo cozido e um café bem forte, sem açúcar. Bastião não conseguia entender "as esquisitices" do padre, mas  sua fé de homem simples o fazia servi-lo  com zelo e devoção. Já estava naquele emprego há muito tempo, desde que perdera a avó, único parente que conhecera neste mundo. Era um tipo de “faz-tudo”: preparava o café, consertava o que havia pra ser consertado,  mantinha a pintura da igreja, e o que mais gostava: cuidava do jardim. O jardim da casa paroquial era o mais lindo da cidade – pelo menos, era o que ele achava. Embora o espaço não fosse tão grande como ele gostaria, fez questão de cultivar as mais variadas flores  e folhagens; seu orgulho era um arbusto-borboleta, que fazia as senhoras da vizinhança darem uma paradinha cada vez que passavam a caminho do armazém ou de outro lugar qualquer. Havia um  ipê amarelo, que esperava a proximidade da primavera pra florir,  e um limoeiro que era o xodó do padre –  essa era a única parte do jardim que era cuidada por ele,  junto com um canteiro de ervas e temperos que ele chamava de “tesorros”, no seu português cheio de sotaque.
Frei  Alfons  gostava de sentar-se na varanda todo final de tarde e, às vezes, antes de dispensar Bastião, contava histórias de sua infância  em Bedburg, que Bastião não sabia onde ficava, mas sabia ser longe. Quando frei Alfons chegou,  Bastião estranhou o jeito sério; afinal, frei Antônio, o pároco anterior, era do tipo brincalhão e risonho. Conviveram diariamente durante quinze anos, até que uma pneumonia  levou o frei num dia triste de inverno. Bastião chorou como quem perde um pai.
 Então, um mês depois, enviaram frei Alfons.  No início, Bastião falava o indispensável com ele, temeroso de ser inadequado. Além disso, tinha uma dificuldade enorme de entender aquele jeito de falar todo enrolado. Bastiana o acalmava, e dizia que o tempo iria resolver as coisas. E resolveu; Bastião acabou se afeiçoando àquele homem grande e branco que nunca sorria. E  percebeu que, por trás daquela carranca, havia um grande coração.



sexta-feira, 6 de maio de 2011

Nada de novo sob o sol 1

Corria o ano de 1916. O frio congelava os ossos naquela manhã de junho. No dia anterior, a rádio anunciava que havia geado em todo o estado de São Paulo. A mãe tentava manter a  filha de 22 dias aquecida junto ao corpo, já que cobertor havia um só. Pelo menos essa vantagem a pobreza trazia: pais e filhos tinham que ficar juntinhos, para que se aquecessem mutuamente.
O dia já estava clareando, e Bastião acabava de se levantar. Deixava que a mulher dormisse, e ele mesmo preparava o café.  Tinha pena dela, que estava ainda cansada do parto complicado e dos cuidados todos que um bebê requer. Além disso, o serviço doméstico era puxado, e ele sabia que o dia da mulher seria longo, mais do que o seu.  Levantou-se e, com seu jeito bonachão, preparou-se para sair. Bastiana ouviu o barulho do marido  e, embora quisesse permanecer na cama, não conseguia. Sempre fora assim: uma vez de olhos abertos, estava em pé. Levantou-se a tempo de dar bom dia ao marido e vê-lo partir.
Pelos seus cálculos, ainda teria um tempo antes de Maria do Carmo acordar. Ela havia mamado fazia umas 3 horas. Respirou fundo e sentou-se à mesa, pensando em como sua vida havia mudado nos últimos meses: a gravidez não planejada, a gestação conturbada, o parto que quase a matara. Agora, tinha aquele embrulhinho sobre a cama, e tudo a assustava. Na verdade, desde que o bebê nascera ela não conseguia relaxar. Tudo a preocupava: se a filha chorava, se ficava muito quietinha... Lembrava-se sempre das palavras da mãe: "Bebê é como passarinho, numa hora está vivo, noutra está morto." Seria assim mesmo?
 De repente, um chorinho a trouxe de volta à realidade. Carmo havia acordado. Correu para o quarto, e encontrou sua filha com os olhos abertos, mas ainda perdidos na escuridão.  Pegou-a e percebeu que os panos que a enfaixavam do pescoço aos pés estavam encharcados. Despiu-a com cuidado, para que não sentisse muito frio, e a enrolou novamente. Sentia um amor que não sabia definir, nem de onde vinha. Só sabia que era bom.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Oscar Wilde

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Não quero fazer coisas que me prejudiquem, mas quero ter o direito de fazê-las. 
Saudade de quando ser adulto significava fazer as próprias escolhas...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Clarice Lispector

Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Caio Fernando Abreu

Quando partiu, levava as mãos no bolso, a cabeça erguida. Não olhava para trás, porque olhar para trás era uma maneira de ficar num pedaço qualquer para partir incompleto, ficado em meio para trás. Não olhava, pois, e, pois não ficava. Completo, partiu."

Dexter

Livros sobre sociopatas/psicopatas nunca chamaram minha atenção. Mas como toda pessoa ávida por leitura, acabei comprando Dexter, a mão esquerda de Deus e – surpresa – me apaixonei! Tratei de comprar os outros 2 títulos da série – Querido e Devotado Dexter e Dexter no Escuro, que devorei com a mesma rapidez do primeiro.

Dexter é um analista forense, especialista em respingos de sangue em cenas de crime (isso é especialização!). Na verdade, ele é muito bom no que faz. É querido pela maioria das pessoas, mas não consegue ter sentimentos. A única por quem “quase” chega a sentir algo é por sua irmã Debra, também policial.
Quando o filho era pequeno, o pai adotivo de Dexter, Harry (também policial) começa a estranhar o sumiço de alguns animais da vizinhança. Conhecendo a alma do filho, desenvolve com ele um método para transformar sua necessidade de matar em algo “positivo” – o "código de Harry", como o chamavam, rezava que Dexter só poderia matar aqueles que tivessem matado outras pessoas com crueldade e tivessem escapado da justiça. O pai de Dexter morre, mas o Código fica vivo dentro dele.
Dexter segue um rigor extremo em seus assassinatos, pois gosta de limpeza e organização. Retira de cada vítima uma gota de sangue, que guarda em lâminas escondidas em seu ar-condicionado. As cenas de tortura a que submete suas vítimas são atrozes, mas os crimes cometidos pelas agora “vítimas” nos fazem sentir um gostinho de justiça.
Os livros originaram a série Dexter. Assisti apenas à primeira temporada, e achei-a bastante fiel ao livro. Agora, acaba de chegar às livrarias o 4º. Livro – Dexter , Design de um Assassino. Minha próxima aquisição, com certeza!